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segunda-feira, 22 de abril de 2019

Tem Dó - Poesia

Fonte: Pesquisa Google

Nem sempre compreendemos a vida
Da mesma forma que não compreendemos
Um dos grandes bens e maus da vida.
Uma crueldade necessária para existência da humanidade.

O amor.
Que maldição e bênção é esse sentimento.
Um bem arrebatador.
Que nos eleva a um patamar lindo do cotidiano.
Nos arrebata a alturas jamais imaginadas
Nos eleva a patamares lindos.

O amor.
É da mesma forma uma bênção e maldição.
Bênção porque nos faz esquecermos de nós mesmo
E da mesma forma uma maldição pelo mesmo motivo.
Nos arranca a alma e o coração.

Desejamos com todas as formas que podemos conceber
E nos arrasa de forma devastadora.
Mas mesmo assim buscamos cada momento
É o verdadeiro Eldorado.

Nossas almas vibram por esse sentimento
Nossas almas exaltam cada momento ao lado da pessoa amada
E sofre na ausência.

Mas amaldiçoamos a nossa pequenez
Quando notamos que muitas vezes o nosso amor não nos preenche
Sentimos a dor da partida
E ansiamos pelo retorno.

E com isso vivemos cada instante com a imensidão do Universo
Por desejarmos isso
Porque não há nada melhor que amar.

Mas tenha dó do coração.
Essa parte que ama e sofre.
Ama com a força de mil sóis.
E sofre com o poder de mil Universos em colapso.

Mas tenhamos dó.
Porque ao que ama, é a única coisa que existe.
E ao que perdem o amor, é o sofrimento que arrasa a alma.
Nos arranca parte de nós e nos deixa em frangalhos.

Mas com isso pedimos com desejo e força;
Tem dó.
Ame-me com meus defeitos.
Porque amar minhas qualidades é simples.
Mas permanecer na falha é um dom.

Com isso; peço-te.
Tem dó.
Porque seu amor me completa
E seu amor me faz falta.

Tem dó.
Não por pena.
Mas por amor.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

O Porquê da Falta - Reflexão


Há momentos nas nossas vidas em que perguntamos o porquê das situações. Mas nem tudo tem um porquê de ser.
Existe um porquê de o sol nascer e se pôr todos os dias. Mas ninguém se questiona realmente sobre isso hoje em dia.
Existe um porquê de as ondas do mar terem o seu movimento continuo. Mas para o ser humano comum, isso acaba sendo indiferente.
Porem existe alguns ‘porquês’ que simplesmente surgem e não existe um embasamento cientifico corroborando isso.
Por que não podemos viver em completo isolamento?
Por que não viver no ostracismo, sem sermos julgados ou taxados por algum termo pejorativo?
Por que com o passar dos anos perdemos a sensibilidade da infância em fazer amizades, com a mesma facilidade com que respiramos?
Por que se relacionar é tão complicado?
Muitas perguntas podem ser respondidas com um apenas ‘não sei’, mas isso nem mesmo é uma resposta verdadeira.
Quando foi que se tornou tão difícil e complexo, dizer apenas um ‘sinto a sua falta’?
E porque isso acaba tendo tantas implicações, por vezes negativas, que faz com que as pessoas deixem de falar?
Em que momento entramos na Grande Roda do Distanciamento, em que hoje as pessoas fingem desinteresse para que sintam falta delas?
Por que o jogo agora é ‘dar um passo e recuar três’ para que possamos garantir uma carta na manga?
Eu sinto falta da época mais simples.
Sinto falta daquele momento em que podíamos apenas ser verdadeiro, a ponto de dizer ‘eu gosto de você’ e escutar ‘eu também’, ao invés de ‘obrigado(a)’.
Sinto falta daqueles momentos em que o coração disparava pela ansiedade do encontro com a pessoa querida.
Sinto falta do nó na garganta que dá quando você está frente a pessoa que se ama, e pensa quanto sorte se tem por estar ali.
Sinto falta daquele sorriso que basta para melhorar um dia terrível.
Sinto falta da dor da despedida, mesmo que momentânea.
É. Eu simplesmente sinto falta.
E não tem quem possa explicar do porquê disso.
Só eu entendo. E mesmo assim, nem eu entendo o porquê.